Confrontos deixam 4 mortos na Líbia
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Folhapress 
São Paulo - Ao menos quatro pessoas morreram ontem na cidade de Beyida, na Líbia, durante enfrentamentos entre as forças de segurança e manifestantes contrários ao ditador Muammar Gaddafi, segundo a oposição e ONGs. As mortes ocorreram no que está sendo chamado de ''Dia da Fúria'' contra o regime líbio.
''As forças de segurança e as milícias dos comitês revolucionários dispersaram a tiros uma manifestação pacífica de jovens na cidade de Bayida, provocando pelo menos quatro mortes e deixando vários feridos'', afirmou um comunicado da Libya Watch, uma organização de defesa dos direitos humanos baseada em Londres.
Portais da oposição, entre eles o Libia AlYoum, também com sede em Londres, informaram o mesmo balanço de quatro manifestantes mortos a tiros.
Ativistas usando redes sociais como o Facebook e o Twitter convocaram para hoje manifestações antigoverno. A data foi escolhida porque hoje se cumpre o quinto aniversário de um confronto entre manifestantes e forças de segurança diante do consulado italiano de Benghazi que deixou vários mortos.
Desde anteontem, protestos têm sido registrados em Beyida e na segunda maior cidade líbia, Benghazi. Autoridades confirmaram que duas pessoas morreram e 40 ficaram feridas.
Os Estados Unidos pediram que o regime do ditador Gaddafi, há 42 anos no poder, assim como os de outros países atingidos por protestos, atendam às demandas sociais. ''Os países da região têm o mesmo tipo de objetivos em termos demográficos, aspirações do povo e necessidade de reformas'', disse em coletiva de imprensa o porta-voz do Departamento de Estado americano, Philip J. Crowley. ''Estimulamos estes países a tomar ações específicas que respondam às aspirações, necessidades e esperanças do povo. A Líbia certamente está nessa categoria'', completou o porta-voz.
Em 2008, Washington enviou um embaixador à Líbia pela primeira vez desde 1972, depois que ambos os governos normalizaram suas relações bilaterais após a compensação econômica líbia às vítimas americanas de um ataque terrorista ocorrido na década de 1980.


