Caracas Os confrontos entre opositores e partidários do presidente venezuelano, Hugo Chávez, provocaram, sexta-feira, a morte de duas pessoas em Caracas, revelou o responsável pelos serviços médicos da capital, Pedro Aristimuno. As duas vítimas foram atingidas por tiros e morreram no hospital, precisou Aristimuno.
Segundo a rede de televisão Globovision, seis pessoas foram atingidas por tiros durante os confrontos entre ''chavistas'' e oposicionistas. Os confrontos também deixaram vários feridos por pedradas e garrafadas. A polícia venezuelana teve que agir com energia quando opositores e ''chavistas'' partiram para o confronto aberto, constatou a AFP.
Além dos feridos, pelo menos 30 pessoas foram atendidas com intoxicação provocada pelas bombas de gás lacrimogêneo, informou o diretor de operações da Polícia Metropolitana, Emilio Delgado.
Os primeiros disparos partiram de um local supostamente ocupado por ''chavistas'', em direção à concentração de milhares de opositores perto do Forte Tiuna, principal sede militar de Caracas.
A polícia respondeu com disparos de armas pesadas, logo depois que um agente foi atingido no joelho.
Manifestantes da oposição também abriram fogo contra os simpatizantes governistas.
Critícas a Lula A Cúpula Sindical da Venezuela (CTV) criticou mais uma vez o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, por fornecer combustível ao país, em meio à greve geral contra o presidente Hugo Chávez.
''Repudiamos a atitude de Lula'' com o envio de 525 mil barris de gasolina à Venezuela, disse o presidente da Confederação dos Trabalhadores da Venezuela (CTV), Carlos Ortega.
''O apoio dado não visou o povo da Venezuela, apenas o governo''. O Brasil deveria se concentrar ''no apoio à mesa de negociações, e não em quebrar uma luta legítima'' dos venezuelanos.
Com o envio da gasolina, ''o governo brasileiro ignora a vontade da Venezuela e viola a soberania deste país, além de desconhecer a mesa de negociações''.
Ortega se referiu à mesa de negociações presidida pelo secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), César Gaviria.
A CTV também rejeitou ''as negociações unilaterais realizadas por Marco Aurélio Garcia, enviado de Lula à Venezuela, que não mostrou interesse em conversar com a oposição''.
Além da gasolina, Chávez pediu a Lula o envio de técnicos da Petrobras à Venezuela, mas a estatal brasileira ainda não decidiu se enviará seus funcionários aquele país, revelou o presidente da empresa, José Eduardo Dutra.
Chávez enfrenta uma greve geral que paralisa a Venezuela há 33 dias e atinge diretamente a produção e distribuição de combustíveis no país.

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