São Paulo - Quarenta e cinco policiais ficaram feridos anteontem no Cairo em confrontos entre cristãos coptos e forças de segurança, no dia seguinte ao atentado contra uma igreja em Alexandria, no Norte do Egito, que deixou 21 mortos. Os confrontos aconteceram à margem de uma manifestação de centenas de pessoas que se reuniram na Catedral de São Marcos, sede do patriarca copto ortodoxo Chenuda 3º.
Os manifestantes não aceitavam a presença de representantes oficiais que chegaram para apresentar suas condolências depois do atentado contra uma igreja da segunda cidade do país na noite de Ano-Novo.
Os manifestantes jogaram pedras contra o secretário de Estado para o Desenvolvimento Econômico, Osman Mohamed Osman, depois que este se reuniu com Chenuda 3º, no momento em que ocorriam confrontos entre manifestantes e policiais no exterior do recinto.
Segundo a polícia, outros mil coptos também se manifestaram diante do ministério das Relações Exteriores, e na província de Assyut (Sul). De acordo com uma testemunha, os coptos agrediram um muçulmano e destruíram três carros no povoado de Al Izziya.
O Egito teme que se agravem as tensões religiosas devido ao atentado atribuído pelo governo ao terrorismo internacional ligado à rede Al-Qaeda. Cinco mil pessoas compareceram no domingo ao funeral das vítimas do ataque contra a igreja dos Santos.

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