Confronto na Índia mata 12 militantes muçulmanos
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sábado, 02 de novembro de 2002
Das Agências 
Jammu, Índia - Doze supostos militantes muçulmanos morreram em uma batalha com as forças de segurança indianas, que até ontem de manhã não havia terminado no estado da Caxemira, segundo informações do Ministério da Defesa.
O tenente-coronel Bhanwar Singh Rathore disse que um grupo de militantes muçulmanos foi descoberto perto da Linha de Controle, fronteira que divide o território da Caxemira entre Índia e Paquistão, no setor de Poonch, a 240 km de Jammu, capital de inverno do estado. ''Eles foram enfrentados por nossas tropas. Até agora, morreram 12. O confronto continua'', afirma Rathore.
Ainda ontem, o chefe do Partido Democrático Popular (PDP), Mufti Mohammed Sayeed, prestou juramento como novo dirigente regional da Caxemira indiana, depois de ter escapado de um atentado. Prováveis militantes muçulmanos lançaram granadas contra sua casa no subúrbio de Mowgam, próximo de Srinagar.
Sayeed, ex-ministro indiano do Interior, ocupa seu novo cargo conforme o que foi determinado num acordo entre o PDP e o Partido Congresso no dia 26 de outubro. Uma coalizão integrada por representantes do Partido Congresso (oposição federal) e do PDP formará um governo regional, depois das recentes eleições.
Com a chegada de Sayeed, espera-se que comece uma nova fase na turbulenta história política deste Estado disputado por Índia e Paquistão e causa de duas das três guerras que estes países travaram desde sua independência do império britânico em 1947.
O maior desafio do novo governo da Caxemira é acabar com a revolta separatista protagonizada por uma dezena de grupos militantes islâmicos que lutam pela secessão de Nova Déhli nos dois terços de Yamu e da Caxemira sob o controle da Índia. O resto está sob o poder do Paquistão. Caxemira é o único estado indiano com maioria de população muçulmana.
Pelo menos 35 mil pessoas morreram desde que os rebeldes começaram a luta armada pela secessão em 1989, segundo a Índia. Mas o Paquistão e os guerrilheiros dizem que são mais de 75 mil o número de mortos.


