O líder indígena Antonio Vargas acusou o governo de provocar uma guerra civil depois que confrontos entre militares e manifestantes deixaram quatro indígenas mortos em uma região da selva amazônica. As quatro mortes foram confirmadas pelos dirigentes indígenas, fontes da Cruz Vermelha e por jornalistas das emissoras de rádio da região.
‘‘O governo está armando uma guerra civil entre o governo e o povo. E o próprio governo é o responsável por qualquer coisa que possa acontecer’’, disse Vargas, presidente da Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE).
Ao mesmo tempo, o comando das Forças Armadas, em comunicado à imprensa, relatou que ‘‘a pedido das autoridades regionais, a força pública procedeu a desocupação das pontes sobre os rios Napo e Mishuallí, com a finalidade de restabelecer o livre trânsito dos veículos’’. Explicou que os manifestantes atacaram os militares com ‘‘armas de fogo, granadas de dinamite e outros elementos que atentam contra a integridade física’’, e que o confronto deixou ‘‘um morto e quatro feridos’’.
O comunicado acrescentou que em seguida os manifestantes tentaram apoderar-se do aeroporto de Tena e de instalações militares, registrando-se um novo confronto, que deixou 9 militares feridos com armas de fogo e 14 manifestantes também feridos. Segundo jornalistas, o ataque ao aeroporto foi a reação da população pelo primeiro incidente e, então, ocorreram outras três mortes.

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