Confronto mata índios no Equador
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 06 de fevereiro de 2001
Associated Press De Quito 
O líder indígena Antonio Vargas acusou o governo de provocar uma guerra civil depois que confrontos entre militares e manifestantes deixaram quatro indígenas mortos em uma região da selva amazônica. As quatro mortes foram confirmadas pelos dirigentes indígenas, fontes da Cruz Vermelha e por jornalistas das emissoras de rádio da região.
O governo está armando uma guerra civil entre o governo e o povo. E o próprio governo é o responsável por qualquer coisa que possa acontecer, disse Vargas, presidente da Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE).
Ao mesmo tempo, o comando das Forças Armadas, em comunicado à imprensa, relatou que a pedido das autoridades regionais, a força pública procedeu a desocupação das pontes sobre os rios Napo e Mishuallí, com a finalidade de restabelecer o livre trânsito dos veículos. Explicou que os manifestantes atacaram os militares com armas de fogo, granadas de dinamite e outros elementos que atentam contra a integridade física, e que o confronto deixou um morto e quatro feridos.
O comunicado acrescentou que em seguida os manifestantes tentaram apoderar-se do aeroporto de Tena e de instalações militares, registrando-se um novo confronto, que deixou 9 militares feridos com armas de fogo e 14 manifestantes também feridos. Segundo jornalistas, o ataque ao aeroporto foi a reação da população pelo primeiro incidente e, então, ocorreram outras três mortes.


