São Paulo- Autoridades policias ordenaram ontem a saída de milhares de peregrinos da cidade de Karbala (110 km ao sul de Bagdá), no Iraque, após a morte de 52 pessoas em conflitos das forças de segurança com homens armados. Há mais de 200 feridos em decorrência dos confrontos.
Um toque de recolher foi imposto em Karbala e o festival, que deveria se prolongar até amanhã, foi interrompido. A celebração ocorria em homenagem ao nascimento de Mohammad al Mahdi -um dos 12 imãs venerados pelos xiitas.
O brigadeiro-general Abdul Kareem Khalaf, porta-voz do Ministério do Interior, afirmou à televisão estadual que reforços vindos de Bagdá se dirigiam a Karbala.
O início da violência foi atribuído a dois grupos xiitas que lutam pelo controle de cidades no sul do Iraque, segundo a polícia. Os dois grupos são o exército de Mehdi -milícia fiel ao clérigo Moqtada al Sadr- e a organização Badr, que pertence ao Supremo Conselho Islâmico Iraquiano.
Hazem al Araji, um ajudante próximo ao clérigo Sadr, afirmou que a violência começou quando os policiais impediram os peregrinos de cantar slogans pró-Sadr. No sul do Iraque, a polícia, em muitas cidades, é leal à Badr.
Sadr, um dos mais influentes clérigos do Iraque, pediu calma após a expansão dos confrontos.
Forças de segurança do Iraque temiam que a rede terrorista Al Qaeda pudesse realizar um ataque durante a peregrinação para inflamar tensões sectárias.
Forças americanas e iraquianas mataram 33 rebeldes sunitas nas proximidades da cidade de Khalis, segundo um comunicado divulgado ontem.

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