São Paulo - A Promotoria da Ucrânia confirmou que dois manifestantes morreram baleados ontem durante confronto entre a polícia e os opositores que pedem a saída do presidente Viktor Yanukovich.
As mortes acontecem no terceiro dia de manifestações na Praça da Independência, no centro de Kiev, contra uma lei que restringe os protestos. Os opositores protestam desde novembro contra a rejeição do presidente a um acordo com a União Europeia.
Segundo os promotores, os dois corpos foram levados pelos manifestantes para a biblioteca do Parlamento, ao lado da sede do governo em Kiev. Os dois traziam ferimentos de bala no peito e na cabeça.
A agência de notícias ucraniana Liga Novosti afirmou que eles foram feridos por dois atiradores da polícia, que negou ter usado munição letal para reprimir os manifestantes. Na noite de terça, outro manifestante que morreu ao cair após subir uma coluna de 13 metros que fica na entrada de um estádio ao lado da Praça da Independência.
Mais cedo, o primeiro-ministro Nikolai Azarov afirmou que o governo não permitirá "nenhuma anarquia e nenhum caos" no país. Ele ainda exigiu que a oposição se manifeste contra as ações violentas em Kiev e, caso desaprove a conduta dos radicais, deve retirar seus aliados das ruas.
A oposição convocou os protestos, mas demonstrou contrariedade à reação violenta dos radicais. No último domingo, o líder opositor e campeão mundial de boxe, Vitaly Klitschko, foi tentar apartar o confronto, mas foi atacado pelos próprios manifestantes.

Enfrentamentos
Os confrontos começaram no último domingo, após o fim de um protesto pacífico, quando manifestantes radicais tentaram invadir a sede do governo. Em sua maioria mascarados, os opositores começaram o ataque usando bastões para desfazer a barreira policial.
Em seguida, jogaram coquetéis molotov, pedras e fogos de artifício contra as forças de segurança. A polícia respondeu com bombas de gás lacrimogêneo. A ação terminou com dois ônibus das forças de segurança queimados, além de vários carros.
Os opositores querem a revogação de uma lei aprovada na semana passada que restringe os protestos. As medidas proíbem os protestos no centro de Kiev, a instalação de barracas em espaços públicos, o bloqueio de prédios estatais, a organização de carreatas e o uso de máscaras nas manifestações.
Todas as medidas foram usadas pelos manifestantes nos últimos dois meses.

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