Confronto entre combatentes e guarda mata 11
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sexta-feira, 02 de dezembro de 2011
Folhapress 
São Paulo - Pelo menos 11 pessoas morreram ontem no Iêmen, entre elas uma mulher, e 45 ficaram feridas durante choques entre combatentes tribais de oposição e a Guarda Republicana na cidade de Taiz, no sul do país, informaram fontes médicas e o serviços de segurança iemenitas.
Adel al Najif, diretor do hospital Al Rauda de Taiz, informou que seis civis e milicianos tribais morreram e 30 pessoas ficaram feridas, enquanto uma fonte das forças de segurança disse que cinco membros da Guarda Republicana perderam a vida e outros 15 ficaram feridos por disparos nos combates com opositores.
O diretor do hospital informou que as vítimas morreram por ferimentos por balas e por estilhaços. Segundo ele, ainda era possível ouvir explosões nas proximidades do hospital.
Várias testemunhas disseram que há confrontos com armas brancas na Rua Jamal e no bairro Sittin, nos arredores de Taiz, perto de uma zona montanhosa onde vivem os milicianos tribais, partidários do partido opositor Reforma Islâmica, braço político da Irmandade Muçulmana iemenita.
As autoridades disseram que estão respondendo aos ataques de grupos armados opositores nos lugares onde houve incidentes.
As testemunhas indicaram que, durante toda a madrugada, ouviram explosões e tiroteios em várias áreas de Taiz, segunda maior cidade do Iêmen. Segundo elas, os choques se estenderam a mais distritos ontem.
Os enfrentamentos ocorrem depois que, no último dia 23, o ditador do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, assinou em Riad uma iniciativa dos países do Golfo Pérsico para a transferência pacífica do poder e a realização de eleições presidenciais, com o objetivo por fim à crise política e social que atinge o país há dez meses.
Saleh passou 33 anos no cargo, e transferiu o poder ao seu vice, sob intensa pressão internacional. O acordo para a saída dele foi mediado pelo Conselho de Cooperação do Golfo.


