Cairo - Setenta e três pessoas morreram ontem no Egito em confrontos após uma partida de futebol entre dois times da cidade de Port Said, informaram quatro hospitais do país. Fãs do Al-Masry e do Al-Ahly se enfrentaram nas arquibancadas.
Os confrontos começaram logo após o apito final, quando o Al-Ahly, um dos melhores clubes do país, perdeu por 3 a 1 para o rival Al-Masry, sofrendo sua primeira derrota da temporada, na partida válida pela 17 rodada do Campeonato Egípcio.
O atacante brasileiro Fábio Júnior dos Santos, do Al-Ahly, conseguiu escapar da confusão e se refugiar num quartel em um quartela da polícia próximo ao estádio.
Um fotógrafo que presenciou as cenas de violência relatou que torcedores do Al-Masry atiraram pedras, garrafas de vidro e foguetes no setor reservado aos fãs do Al-Ahly.
A Irmandade Muçulmana acusou simpatizantes do ex-presidente Hosni Mubarak de serem responsáveis pelos confrontos. ''Os eventos de Port Said foram premeditados e são um recado dos partidários do antigo regime'', afirmou o deputado Essam al-Erian num comunicado publicado no site do Partido da Liberdade e da Justiça (PLJ), formação política da Irmandade Muçulmana.
As autoridades egípcias também relataram um incêndio em outra arena de futebol, o Estádio Nacional do Cairo. O fogo foi controlado, mas a partida entre o al-Zamalek e o Ismaly foi cancelada.

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