Intelectuais e escritores chineses fizeram três pedidos, em carta ao governo: que se abram conversas com o dalai-lama, que o acesso da imprensa estrangeira e investigadores da ONU ao Tibete seja permitido e que se abandone a retórica da Revolução Cultural. ‘‘As informações divulgadas pelos meios de imprensa oficiais têm o efeito de avivar o ódio racial e intensificar a situação, que já é muito tensa’’, diz um trecho da carta, publicada pelo jornal ‘‘South China Morning Post’’. Entre os autores, estão Liu Xiaobo, presidente da PEN China, grupo que defende escritores perseguidos, e Ding Zilin, líder das Mães da Praça da Paz Celestial, que agrupa famílias das vítimas do massacre de estudantes pelas tropas chinesas em 1989. A China continua a intensificar a propaganda de que é o dalai-lama quem está arruinando a organização dos Jogos Olímpicos. ‘‘Em 2008, os Jogos Olímpicos de Pequim chegarão. Mas o dalai-lama está planejando o seqüestro dos Jogos Olímpicos para forçar o governo chinês a fazer concessões à independência do Tibete’’, dizia texto publicado domingo no jornal do Partido Comunista, Diário do Povo.


Tenzin Gyatso, Sua Santidade o 14º Dalai-Lama, é ao mesmo tempo líder temporal e espiritual do povo tibetano. Dalai significa ‘‘Oceano’’ em mongol e ‘‘Lama’’ é a palavra tibetana para mestre, guru, e várias vezes referido por ‘‘Oceano de Sabedoria’’, um título dado pelo regime mongoliano a Altan Khan (o terceiro Dalai-Lama) e agora aplicado a cada encarnação na sua linhagem


É uma região histórica na Ásia Central. Com uma altitude média de 4.900 metros, é a região mais alta do mundo e comumente referida como o ‘‘Teto do Mundo’’. O Tibete hoje é parte da República Popular da China, com uma área de aproximadamente 1,2 milhão de quilômetros quadrados (sendo que uma pequena parte é controlada pela Índia). A região também é reivindicada pela República da China (Taiwan)

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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