Conflito na Síria já deixou mais de 170 mil mortos, diz ONG
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quinta-feira, 10 de julho de 2014
Folhapress 
São Paulo - Mais de 170 mil pessoas morreram no conflito iniciado em 2011 na Síria, um terço delas civis, anunciou nesta quinta-feira o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).
"Desde que foi registrada a primeira vítima da revolução síria, no dia 18 de março de 2011 na província de Deraa (sul), foram documentadas as mortes de 171.509 pessoas", indicou a ONG com sede em Londres.
Entre os mortos, há 56.495 civis, dos quais 9.092 crianças, de acordo com o balanço, que informa sobre as vítimas do conflito até 8 de julho. Outros 65.803 mortos são soldados do regime e milicianos pró-governo, e 46.301 são rebeldes que lutam pela queda do presidente Bashar Assad. Entre os rebeldes há 15.422 estrangeiros, que viajaram ao país para se unir aos jihadistas e a grupos islamitas locais de oposição. Por último, 2.910 vítimas não foram identificadas, segundo a ONG.
Entre os mortos das forças leais ao governo há 39.036 soldados regulares, 24.655 milicianos, 509 combatentes do movimento xiita libanês Hezbollah e outros 1.603 estrangeiros.
O Observatório conta com uma ampla rede de ativistas, médicos e advogados na Síria que informam sobre as vítimas. No entanto, a ONG afirma que o verdadeiro número de mortos dos dois lados provavelmente é muito maior. Segundo a organização, o número de mortos é difícil de estimar e pode ser maior porque "os dois grupos tentam ocultar suas verdadeiras perdas".
A ONG acrescenta que não sabe o paradeiro de 20 mil pessoas detidas pelo governo e de 7 mil soldados regulares capturados pelos rebeldes. Outras 2 mil pessoas acusadas de colaborar com o regime de Damasco estão atualmente nas mãos de grupos islamitas.


