Madri - O conflito entre israelenses e palestinos na Faixa de Gaza levou milhares de pessoas às ruas ontem em várias cidades da Europa, além de passeatas em Hong Kong, na Indonésia e no Paquistão. Na capital espanhola, cerca de 250 mil pessoas, segundo os organizadores, participaram de uma passeata para denunciar o ''genocídio'' promovido por Israel e para pedir paz na região.
O protesto terminou em incidente quando cerca de 500 manifestantes lançaram pedras contra a embaixada de Israel, o que exigiu a intervenção da polícia de choque, segundo o site do jornal El Mundo. ''Fim ao genocídio na Palestina'', diziam em grandes cartazes os manifestantes em Madri, entre eles autoridades nacionais de esquerda, membros de sindicatos e representantes da cultura.
Em Bruxelas, milhares de pessoas foram às ruas, convocadas por partidos políticos, sindicatos e associações, para pedir o fim dos massacres e uma reação mais firme da União Européia (UE). Em Bregenz (Áustria), cerca de quatro mil pessoas, segundo organizadores, desfilaram pela cidade e, em Atenas, mais de 200 palestinos protestaram atrás de várias crianças com fotos de jovens palestinos vítimas dos bombardeios israelenses em Gaza.
Em várias cidades da Europa também foram realizadas manifestações de apoio a Israel. Em Londres, entre quatro mil pessoas, segundo a polícia, e 20 mil, segundo os organizadores, se reuniram convocados por organizações judaicas para denunciar o Hamas, solidarizar-se com Israel e apoiar a paz duradoura.
Na Alemanha, mais de 3,5 mil pessoas, segundo a polícia, se manifestaram em Munique, Frankfurt e Berlim. Em Munique, cerca de 1,5 mil pessoas se reuniram convocadas pelo Conselho Central dos Judeus da Alemanha. ''A única responsabilidade pelas vítimas de ambas as partes é do Hamas'', disse sua presidente, Charlotte Knobloch. Em Praga, na República Tcheca, os manifestantes eram pró-israelenses.
Fora da Europa, mais de mil manifestantes saíram às ruas de Hong Kong para pedir o fim da operação militar. Na Indonésia, ao menos 20 mil muçulmanos se manifestaram na capital. No Paquistão, foram registradas várias passeatas contra os israelenses.
A ofensiva israelense lançada em 27 de dezembro na Faixa de Gaza já custou a vida de mais de 900 palestinos, incluindo centenas de crianças, e deixou quase 3,5 mil feridos, segundo os serviços de urgência palestinos.
O vice-ministro israelense da Defesa, Matan Vilna, disse ontem que o fim da ofensiva está próximo. Pouco antes, na abertura do conselho de ministros, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, afirmou que a ofensiva está se aproximando de seus objetivos, mas continuará. ''É preciso mais paciência e determinação para alcançar estes objetivos e mudar a situação em termos de segurança no sul, para que seus cidadãos vivam em segurança durante um longo período.''

mockup