CONFLITO DIPLOMÁTICO - Asilo a Snowden deixa Venezuela em rota de colisão com EUA
A eventual concessão do asilo ao ex-consultor americano Edward Snowden pela Venezuela coloca Caracas em rota de colisão de consequências imprevisíveis com os Estados Unidos, dias antes de o país rico em petróleo assumir a presidência rotativa do Mercosul, cujo principal sócio, Brasil, coloca panos quentes nas denúncias de espionagem por Washington no país, filtradas pelo próprio Snowden.
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou que Snowden, há semanas em trânsito em um aeroporto de Moscou, pediu formalmente asilo à Venezuela, e o convidou a viajar para Caracas.
"Para Washington, Snowden é um tema muito sensível. Se a Venezuela receber Snowden, haverá um grande mal-estar em diferentes setores de Washington", explicou Michael Shifter, presidente do Diálogo Interamericano, um centro de estudos localizado na capital americana.
Washington, que havia solicitado preventivamente ao governo de Maduro a extradição de Snowden, advertiu que seus laços diplomáticos ficarão comprometidos com qualquer país que conceda asilo a Snowden. Venezuela, Nicarágua e Bolívia ofereceram refúgio, entre os mais de 20 países que receberam o pedido do ex-funcionário da Agência Nacional de Segurança (NSA, siglas em inglês). O Brasil já anunciou que não o concederia asilo a Snowden.
Está sendo processado por Washington após revelar detalhes de um programa americano de monitoramento secreto (espionagem), via internet, de vários países
É um país tropical, na costa norte da América do Sul, que possui várias ilhas situadas em sua costa no mar do Caribe
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