Conflito armado deixa mais três mortos na Colômbia
Associated Press
De Bogotá
Novos combates e ataques com explosivos a bancos, pontes e torres de energia, além de incêndio de veículos e bloqueios de importantes estradas do país marcaram ontem na Colômbia a continuidade da greve armada iniciada há uma semana pelos guerrilheiros do Exército Nacional de Libertação (ELN). O saldo das mortes de ontem foi de um policial e dois rebeldes, em combate em Barbacoa, sul do país, idêntico ao de domingo, durante outro combate em Barrancabermeja, porto fluvial a nordeste da capital, Bogotá.
Na região de Barrancabermeja, embora o ELN tenha dinamitado uma torre de energia e um oleoduto no final de semana, e incendiado 11 veículos (de um total de 25 em todo o país), houve ontem sinais de normalização das atividades econômicas e do transporte.
Em Cali, terceira cidade do país, houve ataques com explosivos a uma torre de eletricidade e a dois caixas automáticos, enquanto a estrada que une Bogotá à costa atlântica foi parcialmente obstruída pela explosão de uma ponte. As ações também foram atribuídas à guerrilha do ELN, bem como a explosão, na semana passada, de duas pontes na principal estrada colombiana, que liga Bogotá a Medellín. A estrada continua com o trânsito interrompido, causando prejuízo diário estimado em US$ 750 mil.
O ELN, segundo maior grupo rebelde da Colômbia, decretou a greve armada no último dia 3, para pressionar o governo a lhe entregar uma zona desmilitarizada de 6.000 km2 no norte do país, onde se propôs a dar início a conversações de paz. O protesto, segundo o ELN, é também contra a política de privatizações do governo do presidente Andrés Pastrana.





