O Parlamento da Turquia autorizou o Exército do país a fazer operações militares contra a Síria durante o prazo de um ano, em represália ao bombardeio em uma cidade fronteiriça na semana passada. A decisão foi aprovada com 320 votos a favor e 129 contra, sendo a maioria dos votos favoráveis do governista Justiça e Desenvolvimento (AKP, sigla em turco).
  O pedido foi feito pelo governo do primeiro ministro Recep Tayyip Erdogan com a justificativa de que o ataque é uma séria ameaça à segurança nacional. Após a votação, o vice-primeiro-ministro turco, Besir Atalay, descartou que a autorização do Parlamento seja uma declaração de guerra, pois ainda falta o Executivo definir se usará ou não o envio de tropas.
  Ele disse que a prioridade do país é definir com instituições internacionais a resposta ao ataque à cidade de Akçakale, que deixou cinco civis turcos mortos e outros dez feridos. A Turquia é membro da Otan (aliança militar ocidental).
  O Exército turco fez bombardeios a bases militares na fronteira síria, matando diversos soldados leais ao ditador Bashar Al Assad.

● A localização da Turquia, entre a Europa e a Ásia, torna o país geoestrategicamente importante, fazendo fronteira com oito países. A religião predominante é o Islã, com pequenas minorias de cristãos e judeus

● Cerca de 5 mil pessoas tomaram as ruas de Istambul, também na semana passada, em manifestações contra o governo e a uma possível intervenção da Turquia na Síria

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