O Equador anunciou que renunciará aos benefícios tarifários concedidos aos produtos do país para que sejam exportados aos Estados Unidos. O governo atribui a decisão às ameaças sofridas pelo país por analisar o pedido de asilo de Edward Snowden.
O técnico em informática pediu refúgio a Quito após ser processado por Washington por vazar informações sobre o esquema de monitoramento de telefones nos Estados Unidos e dados de internet de todo o mundo feito pela Agência de Segurança Nacional americana (NSA, em inglês).
O país sul-americano avalia o pedido e o chanceler Ricardo Patiño disse que a decisão sobre Snowden poderá levar meses.
O anúncio foi feito pelo secretário de Comunicação, Fernando Alvarado. A redução era uma compensação dos americanos à ajuda equatoriana no combate ao tráfico de drogas. Parlamentares republicanos, no entanto, disseram que pressionariam pela retirada de benefícios ao Equador se o país asilasse o informante.
"O Equador não aceita pressões nem ameaças, não barganha princípios, nem os submete a interesses mercantis por mais importante que esses sejam", afirmou Alvarado, que ofereceu o dinheiro aos americanos para que seja usado em "capacitação em direitos humanos".

O direito de asilo político é uma antiga instituição jurídica segundo a qual uma pessoa perseguida por suas opiniões políticas, situação racial, ou convicções religiosas no seu país de origem pode ser protegida por outra autoridade soberana

País da América do Sul, que faz divisa com a Colômbia e o Peru. A capital é Quito e a população chega a quase 15 milhões de pessoas

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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