Moscou - As duas catástrofes aéreas de terça-feira passada na Rússia, que deixaram 90 mortos, foram causadas por um duplo atentado terrorista, anunciou ontem o Serviço Secreto Russo (FSB, que substituiu a extinta KGB). ''Hoje, podemos dizer com total certeza que os dois aviões caíram em consequência de atentados terroristas'', declarou o tenente-general Andrei Fetissov, chefe do departamento de equipamento técnico e científico do FSB.
O dois aviões desapareceram das telas de radar quase simultaneamente na noite de terça-feira e caíram perto de Tula e de Rostov-en-Don causando 44 e 46 mortos, respectivamente.
A hipótese de um duplo atentado terrorista ou, inclusive, de um ataque suicida contra os dois aviões começou a ser aventada no sábado depois que o FSB anunciou ter encontrado no Tupolev 134, que caiu perto de Tula, os mesmos traços de explosivos que havia no Tupolev 154, que caiu em Rostov-en-Don.
As análises preliminares dos fragmentos dos aparelhos revelaram que havia restos de hexógeno, um explosivo potente de uso militar e civil. A destruição dos dois aparelhos foi reivindicada por um grupo islâmico pouco conhecido, chamado ''Brigadas Islambuli'' que, segundo afirmaram, agiu em apoio aos separatistas chechenos.
A promotoria-geral, os serviços secretos e a polícia estão investigando duas mulheres, mortas em diferentes aviões, que teriam nome checheno e cujos corpos não foram reclamados por ninguém depois do anúncio da catástrofe.
As duas chechenas, identificadas como Amnat Nagayeva, 30 anos, e Satsita Jebirkhanova, 37, eram amigas. Funcionários do governo russo verificaram que os restos mortais supostamente de Nagayeva e Jebirkhanova estavam mais destruídos e espalhados do que os corpos dos demais passageiros.

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