Os dois co-primeiros-ministros do Camboja, Hun Sen e o príncipe Norodom Ranariddh, confirmaram ontem a detenção do líder histórico do Khmer Vermelho, Pol Pot, e garantiram que ele deverá comparecer ante um tribunal internacional para responder por crimes de guerra.
‘‘Encontramos Pol Pot junto com Khieu Samphan’’, afirmou o príncipe Ranariddh, referindo-se ao dirigente do Khmer que rompeu relações recentemente com seu líder supremo Pol Pot, que, ao que parece, o levou como refém em sua fuga em direção ao Norte do país.
Ranariddh acrescentou que Pol Pot e Khieu Samphan estavam presos, mas não soube informar sobre o estado de saúde de ambos.
Um sorridente Hun Sen, que permaneceu ao lado do príncipe enquanto este dava a notícia aos jornalistas, disse que a primeira medida a ser tomada era ‘‘trazer os detidos à nossa presença’’.
O príncipe reconheceu no entanto que não existiam fontes independentes que pudessem confirmar a notícia.
‘‘A única fonte sou eu’’, disse aos jornalistas.
Os especialistas consideram curioso o fato de os dois co-primeiros-ministros falarem depois de ter recebido o Primeiro-Ministro tailandês, Chaowalit Yongchaiyudh, para uma visita oficial de 24 horas ao Camboja.

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