BagdáO vice-premier iraquiano Tarek Aziz confirmou na noite de ontem em Bagdá que o terrorista palestino Abu Nidal ''se suicidou'' na capital iraquiana. Ao ser entrevistado por jornalistas, o dirigente iraquiano se limitou a responder em inglês: ''Sim, se suicidou''.
''Um alto responsável iraquiano lhes receberá amanhã (quarta-feira) para dar detalhes sobre esse caso'', anunciou Aziz, ontem, aos repórteres.
Um dirigente do governo iraquiano, citado pela rede televisão americana CNN, já havia confirmado a morte do terrorista palestino, afirmando que ele havia sido posto ''sob vigilância domiciliar'' por ter conspirado contra o regime iraquiano e se suicidou.
EUA acusam IraqueA Casa Branca não escondeu ontem sua satisfação pela morte do dirigente radical palestino Sabri Al Bana, mais conhecido como Abu Nidal, em Bagdá, e aproveitou para voltar a acusar o Iraque de apoiar o terrorismo internacional.
''O simples fato de o Iraque ter dado abrigo a Abu Nidal mostra a cumplicidade do regime iraquiano com o terrorismo internacional'', declarou o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer. ''Abu Nidal foi um dos terroristas mais covardes e desprezíveis de todo o mundo. Foi responsável pelo assassinato de pelo menos 900 pessoas em vinte países'', acrescentou Fleischer.
Uma fonte iraquiana disse hoje à EFE que Abu Nidal tinha entrado no Iraque procedente do Irã com passaporte falso, e que ''foi colocado em prisão domiciliar quando descoberto pelas autoridades iraquianas''. A fonte, que pediu para não ser identificada, destacou que Abu Nidal ''tinha acordado com alguns kuwaitianos, que entraram no Iraque ilegalmente, para executar ações subversivas neste país''. ''Quando as autoridades lhe mostraram os fatos depois de ser descoberto, suicidou-se'', concluiu.
A suposta morte de Abu Nidal foi revelada na segunda-feira por um jornal palestino, que apontava a hipótese de suicídio. Outras fontes afirmaram que ele foi assassinado.

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