O presidente da Colômbia, Andrés Pastrana, confirmou ontem a libertação de 23 dos reféns capturados no sequestro maciço de anteontem em Cali, e assegurou que o governo irá intensificar a ação das forças de segurança para obter a libertação das demais vítimas.
Pastrana viajou até Cali, a 332 quilômetros a sudoeste de Bogotá, para presidir uma reunião do Conselho de Segurança a respeito do sequestro de dezenas de pessoas nos arredores da cidade, no domingo, numa ação atribuída aos guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN), embora mais tarde os sequestradores tenham libertado 23 dos reféns.
O mandatário disse que pedirá ao Comando Central do ELN uma ‘‘explicação’’ pelo sequestro maciço de pessoas nos arredores de Cali, e disse que o Exército reforçou as medidas de controle e vigilância para que a região – varrida por uma onda de sequestros – retorne à normalidade.
As conversações entre o governo e o ELN enfrentam um momento difícil, devido às divergências em torno da definição da zona onde deverão se realizar as negociações de paz entre as duas partes.
Cerca de 50 homens, usando uniformes de estilo militar e coletes à prova de balas, invadiram os restaurantes nas montanhas em torno de Cali e capturaram 36 pessoas; o mesmo grupo sequestrou outras quatro pessoas em uma fazenda das imediações.
Uma americana, Helena de Lima, que vive há 34 anos na Colômbia, estava entre os reféns libertados ontem; seu marido, Eduardo, já havia sido libertado anteontem, mas sua irmã e seu cunhado continuam prisioneiros.
Ambos foram encarregados pelos sequestradores de avisar o cunhado que haveria um pedido de resgate em troca dos dois familiares ainda detidos, mas de imediato o ELN não divulgou nenhuma exigência nem assumiu a autoria do sequestro. Aviões e helicópteros militares sobrevoam a zona, em busca dos reféns.
A estratégia de sequestro maciço foi adotada pelo ELN em maio de 1999, quando o grupo sequestrou um grupo de 150 fiéis católicos que assistiam a uma missa em Cali; todos foram libertados mais tarde.
Ainda no domingo, as FARC lançaram uma ofensiva militar em que morreram mais de 50 pessoas, entre as quais pelo menos 19 soldados. Durante os combates com os guerrilheiros das FARC na região do Uraba Antioqueño, a 600 km a leste de Bogotá, morreram 19 soldados e 15 ficaram feridos, e a guerrilha sofreu pelo menos 30 baixas, informou o general do Exército Nestor Ramírez.

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