Confirmada a morte de Kabila
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sexta-feira, 19 de janeiro de 2001
Associated Press De Kinshasa 
O ministro de Informação da República Democrática do Congo (RDC, ex-Zaire), Dominique Sakombi, confirmou ontem que o presidente Laurent Kabila, baleado na terça-feira no palácio presidencial, morreu e será sepultado na próxima semana. Ele forneceu poucos detalhes durante um pronunciamento transmitido pela tevê estatal congolesa, dizendo apenas que Kabila, de 59 anos, morreu às 10 horas de ontem.
O Congo está em luto, disse Sakombi, sentado numa cadeira em frente à fotografia de um sorridente Kabila. Ele doou inteiramente os melhores anos de sua vida em prol da liberdade do povo congolês.
Os rebeldes congoleses exortaram ontem o presidente interino, Joseph Kabila nomeado para preencher o vácuo no poder que ameaça tumultuar o país a interpretar a morte de seu pai como uma oportunidade de tentar acabar com os dois anos e meio de guerra civil que dividiu o terceiro maior país da África em dois.
O principal grupo rebelde, Reunião Congolesa pela Democracia, e sua aliada, Ruanda, reagiram com surpresa à informação de que Kabila havia sido assassinado, mas indicaram que não se beneficiarão militarmente do ocorrido até que o filho de 31 anos de Kabila, que também está no comando das Forças Armadas, dê o primeiro passo.
É uma pena ver o filho de Kabila como chefe de Estado, disse o porta-voz rebelde Kin-Kiey Mulumba.


