O ministro de Informação da República Democrática do Congo (RDC, ex-Zaire), Dominique Sakombi, confirmou ontem que o presidente Laurent Kabila, baleado na terça-feira no palácio presidencial, morreu e será sepultado na próxima semana. Ele forneceu poucos detalhes durante um pronunciamento transmitido pela tevê estatal congolesa, dizendo apenas que Kabila, de 59 anos, morreu às 10 horas de ontem.
‘‘O Congo está em luto’’, disse Sakombi, sentado numa cadeira em frente à fotografia de um sorridente Kabila. ‘‘Ele doou inteiramente os melhores anos de sua vida em prol da liberdade do povo congolês’’.
Os rebeldes congoleses exortaram ontem o presidente interino, Joseph Kabila – nomeado para preencher o vácuo no poder que ameaça tumultuar o país – a interpretar a morte de seu pai como uma oportunidade de tentar acabar com os dois anos e meio de guerra civil que dividiu o terceiro maior país da África em dois.
O principal grupo rebelde, Reunião Congolesa pela Democracia, e sua aliada, Ruanda, reagiram com surpresa à informação de que Kabila havia sido assassinado, mas indicaram que não se beneficiarão militarmente do ocorrido até que o filho de 31 anos de Kabila, que também está no comando das Forças Armadas, dê o primeiro passo.
‘‘É uma pena ver o filho de Kabila como chefe de Estado’’, disse o porta-voz rebelde Kin-Kiey Mulumba.

mockup