Cerca de 20 ministros da Defesa e das Relações Exteriores iniciaram ontem em Munique (Sul da Alemanha) um encontro anual informal de dois dias que estará amplamente dominado pela crise iraquiana, segundo fontes diplomáticas.
O Secretário norte-americano da Defesa, William Cohen, os ministros da Defesa francês, britânico e alemão - Alain Richard, George Robertson e Volker Ruehe -, bem como secretário geral da Otan, Javier Solana, e o chanceler alemão, Helmut Kohl, assistem a esta ‘‘conferência sobre política de segurança’’, frequentemente classificada como a ‘‘Davos da defesa’’.
‘‘É necessário que a Europa contribua para a paz no mundo’’, disse Kohl, pedindo para que se estabeleçam ‘‘metas para o futuro da política externa’’ européia. Apesar de a reunião se centralizar especialmente na defesa da Europa, os principais oradores deverão evocar o Iraque, principalmente em encontros bilaterais, segundo um diplomata.
O senador norte-americano John McCain reprovou ontem a ‘‘falta de apoio’’ dos europeus na crise iraquiana, evocando o esforço dos norte-americanos na crise da Bósnia.
O presidente do Comitê militar da Otan, o general alemão Klaus Naumann, declarou que ainda espera uma solução diplomática. A França também destaca a necessidade de solucionar a crise através da diplomacia e duvida da eficácia de uma ação militar, assim como Rússia, Turquia, China, a Liga Árabe e toda a União Européia, excluindo a Grã-Bretanha.(AFP)

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