Mais de 60 países assinaram o primeiro tratado sobre a venda internacional de armas convencionais aprovado - após anos de negociações - na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em abril.
Os EUA se abstiveram de assinar o documento na primeira rodada, mas apoiaram a iniciativa na Assembleia Geral. O país, maior exportador de armas do mundo, acenou a possibilidade de assinar o tratado posteriormente.
Entre os signatários do bloco latino-americano estão Brasil, Chile, Uruguai e Argentina.
O representante permanente do Brasil junto à Conferência do Desarmamento, embaixador Antonio José Vallim Guerreiro, disse em seu discurso que o tratado "constitui uma importante contribuição para a proteção de populações civis em situações de conflitos, para a prevenção de conflitos internacionais e para a redução da violência urbana armada".
O tratado inclui tanques de guerra, veículos blindados de combate, aviões, helicópteros de ataque, mísseis, lança-mísseis e armas menores. A lista não envolve os aviões não tripulados, conhecidos como drones, blindados de tropas e os equipamentos militares.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, assegurou que o acordo vai colocar fim ao comércio indiscriminado de armas. Para entrar em vigor, o tratado precisa ser ratificado pelo poder legislativo de, pelo menos, 50 países que assinaram o texto.

O objetivo da ONU com esse documento é que armamentos não sejam vendidos para ditadores ou grupos rebeldes que violem os direitos humanos

Foi fundada em 1945 após a Segunda Guerra Mundial com o objetivo de deter guerras e promover o diálogo. Atualmente contempla 193 países-membros

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