O futuro da educação na América Latina e Caribe vai ser o tema dominante na mesa de discussões da VII Conferência Intergovernamental do Projeto Principal de Educação (Promedlac), uma iniciativa da UNESCO a favor das políticas educacionais, que começa hoje em Cochabamba (Centro da Bolívia).
Cerca de 15 ministros e autoridades da área de Educação da região vão trabalhar, até a próxima quarta-feira, na elaboração de propostas destinadas a melhorar as políticas de desenvolvimento social, o acesso e a qualidade da educação, sob a coordenação da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
Suas discussões vão ter como referência as conclusões do Foro Mundial sobre a Educação, que foi realizado em abril do ano passado em Dacar, que adotou um plano de ação até 2015 para assegurar uma educação de qualidade para as crianças do mundo.
O encontro na Bolívia pretende desembocar especialmente em um conjunto de recomendações sobre as políticas educativas, neste inicio do século XXI, assim como em uma Declaração de Cochabamba, convocando para a aceleração dos esforços regionais em favor da educação, segundo um comunicado da organização entregue à imprensa antecipadamente.
O presidente de Bolívia, Hugo Banzer e o diretor-geral da UNESCO, o japonês Koichiro Matsuura, vão inaugurar a conferência. Matsuura viajará depois ao Peru, amanhã, e Equador, quarta-feira onde se reunirá com autoridades do governo e diversos ministros.
A educação e o desenvolvimento social inseridos na política global são matéria permanente de discussão a nível dos governos. A cúpula de Dacar do início de 2000 se comprometeu a assegurar para todos os cidadãos e todas as sociedades uma educação de base, atendendo a 113 milhões de crianças, em todo o mundo que não têm acesso ao ensino primário. Destaca-se, igualmente, uma preocupação paralela com a situação das 880 milhões de pessoas em todo o planeta que são analfabetas, outro sério problema educacional global.

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