Conferência da ONU debate desertificação
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segunda-feira, 01 de setembro de 2003
France Presse 
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Havana- Mais de uma dezena de chefes de Estado de países da África, América Latina e Caribe, participam, em Cuba, da VI Conferência das Nações Unidas (ONU) sobre Desertificação e Seca, um problema reconhecidamente grave e de alcance global.
Ontem, na abertura, o presidente cubano, Fidel Castro, propôs a criação de planos para diminuição do analfabetismo no Terceiro Mundo por cinco anos. O custo total da iniciativa - segundo ele - equivaleria à despesa militar dos Estados Unidos no Iraque durante 15 semanas. Fidel condenou ainda o atroz sistema econômico do Primeiro mundo e advertiu que sob os desígnios e a ideologia de uma ordem econômica diabólica e caótica, as sociedades de consumo em mais cinco ou seis décadas terão esgotado as reservas e em vias de utilizar de combustíveis fósseis e terão consumido em apenas 150 anos o que o planeta levou 300 milhões para criar.
O vice-secretário das Nações Unidas, Ibrahim Gambari, destacou o número de pessoas que está em risco porque vive em áreas rurais onde a seca o obriga a deixar o local para conseguir seu sustento.
Por isso temos que começar a aplicar programas de ação contra a desertificação, afirmou.
Cumprindo a agenda do evento, os chefes de Estado e de governo participaram de uma mesa redonda, durante a qual trocaram pontos de vista sobre possíveis ferramentas para combater a desertificação e a seca, que atinge - segundo os organizadores - um terço da superfície do planeta. Convenção sobre a gradual perda de produtividade do solo e redução de sua cobertura vegetal se estenderá até a próxima sexta-feira em nível técnico.
A reunião de chefes de Estado e de governo termina hoje com a divulgação de uma Declaração Final, que exporá a necessidade de elevar de 0,1% para 0,7% do PIB para a erradicação da pobreza.


