O Protocolo de Kyoto para o combate às mudanças climáticas deu mais um passou à frente, ontem, quando uma conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) superou divergências de última hora para aprovar formalmente o acordo sobre a implementação do tratado, fechado esta semana.
A aprovação demorou a sair em grande parte devido às preocupações russas com os detalhes sobre como fariam os países para equilibrar as obrigações de redução da poluição industrial e gerenciar adequadamente a conservação das florestas que absorvem o dióxido de carbono.
‘‘É um dia muito importante’’, disse Jan Pronk, o presidente da conferência. ‘‘Os problemas políticos foram superados.’’
O acordo básico incluía a aplicação dos créditos de emissão de poluentes em troca de ajuda à conservação de florestas e à produção de energia limpa em países pobres. A compra e venda do direito de poluir foi negociada na segunda-feira por ministros e autoridades de 178 países, que seguiram em frente sem os Estados Unidos.
O Protocolo de Kyoto tem como objetivo o corte das emissões dos gases causadores do efeito estufa – responsável pelo aquecimento da atmosfera terrestre – em 5,2% em comparação com os níveis de 1990.

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