Condutores de trem prometem parar
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sexta-feira, 22 de julho de 2005
Folhapress 
São Paulo - Os condutores dos trens do metrô de Londres podem se recusar a trabalhar se houver mais ataques no sistema de transportes da capital inglesa, disse ontem o RMT o sindicato dos trabalhadores dos sistemas ferroviário, marítimo e de transportes.
Um porta-voz do sindicato, que não quis se identificar, disse que os condutores dos trens vinham recebendo pressão para continuar a trabalhar em circunstâncias em que não sabiam o que estava acontecendo.
Segundo o porta-voz, os trabalhadores sindicalizados que se recusarem a trabalhar devido à falta de segurança tem direito de o fazer e terão apoio legal do sindicato. Ele lembrou que ontem mesmo já houve casos de condutores que se recusaram a trabalhar.
Ele não disse quantos podem adotar a mesma postura, mas um outro porta-voz do sindicato disse que centenas de condutores podem se recusar a trabalhar se houver outras explosões no metrô. O sindicato tem 9.500 membros trabalhando no metrô de Londres e exigiu guardas de segurança dentro dos trens.
O sindicato apresentou as queixas após o incidente ocorrido ontem, no qual a polícia britânica matou um homem na estação de estação de Stockwell (sul). Segundo o comissário de polícia de Londres, Ian Blair, ele estava ''diretamente ligado'' às explosões acontecidas ontem na cidade. O suspeito foi morto após ''não obedecer a ordens de policiais''.
Em um comunicado, o secretário-geral do partido, Bob Crow, disse que vai pressionar para a introdução dos guardas de segurança nos trens do metrô, por mais equipamentos e treinamento para os condutores em caso de emergência.
''Quando os ataques de ontem aconteceram, esperávamos que a rede fosse fechada e reaberta assim que o perigo estivesse dirimido, como há duas semanas, mas nossos membros foram postos sob enorme pressão para continuar o serviço normalmente, quando estava longe de ser claro o que estava acontecendo'', disse Crow.
O sindicato dos motoristas de ônibus de Londres disse que nenhum dos seus membros ameaçou parar de trabalhar e acrescentou que irá trabalhar com a polícia em relação à segurança dos veículos.


