Condoleezza Rice substitui Colin Powell
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quarta-feira, 17 de novembro de 2004
Folhapress 
São Paulo - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, designou oficialmente a conselheira de Segurança Nacional da Casa Branca, Condoleezza Rice, 50 anos, para substituir o secretário de Estado Colin Powell, que apresentou oficialmente sua renúncia segunda-feira. A informação foi divulgada pela rede de TV americana CNN e por agências internacionais. ''A Secretaria de Estado é a cara dos Estados Unidos para o mundo e, com a dra. Rice, o mundo vai ver a força, a graça e a decência do nosso país'', disse Bush a respeito à sua nova secretária.
Rice é a primeira mulher negra escolhida para o cargo diplomático máximo do país, segundo a CNN. Bush também nomeou vice de Rice, Stephen Hadley, para o cargo de conselheiro de Segurança Nacional.
Powell havia mandado uma carta de demissão ao presidente Bush na sexta-feira passada. ''Eu acredito que, agora que a eleição acabou, chegou o momento em que posso me afastar (do cargo), e retornar à vida privada'', disse, no documento. Sua renúncia só foi anunciada oficialmente segunda-feira. Além do secretário, também deixaram o governo Bush a secretária de Agricultura, Ann Veneman, o secretário de Educação, Rod Paige, e o secretário de Energia, Spencer Abraham.
Rice foi a primeira mulher a dirigir o Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, do qual havia sido membro sob a presidência de Bush pai.
É considerada uma das faces ''linha-dura'' do governo Bush. Destacou-se no comando da crise instalada após os atentados de 11 de setembro de 2001. Neste ano, foi eleita a mulher mais poderosa do mundo, segundo o ranking da revista Forbes.
Antes de ir para o governo americano, Rice trabalhou na petrolífera Chevron e foi reitora da Universidade de Stanford, instituição com orçamento anual de US$ 1,5 bilhão, com 1.400 professores e funcionários e 14 mil estudantes. Rice ministrava aulas de ciência política em Stanford desde 1981.
A sucessora de Powell vai encontrar uma lista bem longa de problemas guardados na gaveta. Para começar, é preciso pacificar o Iraque antes das eleições presidenciais, previstas para janeiro de 2005. No Oriente Médio, a morte do líder palestino Yasser Arafat é vista como uma possível saída para o avanço dos acordos de paz entre Israel e os palestinos.
O presidente também confirmou um significativo suporte para Israel e sua segurança, mas evitou fornecer detalhes sobre como pretende avançar ou promover acordos entre Israel e seus vizinhos árabes. Na Coréia do Norte, Bush está utilizando de diplomacia para tentar suspender o programa de armas nucleares, e está pronto para oferecer garantias de que não vai usar a força.
Na Europa, Bush expandiu a aliança da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e viu o caminho para aplainar as diferenças com Alemanha e França sobre a guerra com o Iraque. Ele planeja retirar 70 mil tropas da Europa e da Coréia do Sul enquanto reconfigura a presença militar dos EUA na Alemanha.


