AE-Reuters
Tocando tambores e gritando ‘‘Cuba sim! Ianques não!’’, comunistas cubanos aproveitaram os 145º aniversário de nascimento do herói nacional José Marti, na noite de quarta-feira para fazer uma reafirmação pública de sua fé ideológica depois da visita do papa João Paulo II, na semana passada. ‘‘Hoje, num mundo neoliberal e cada vez mais globalizado, vivendo o prelúdio de uma crise inevitável, nós jovens cubanos reafirmamos nossa fé...na revolução’’, disse o líder da juventude comunista Enrique Cabezas a uma animada multidão em Havana.
O ministro do Exterior Roberto Robaina, também presente na manifestação, afirmou que o governo não acredita que a visita do papa tenha sido ‘‘um evento que terá consequências’’ em Cuba. ‘‘Foi mais um importante momento de maturidade e reflexão’’ que demonstrou ‘‘a capacidade de respeitar e compreender apesar das diferenças’’.
Na quarta-feira, o Papa João Paulo II, falando na Itália, disse que esperava que sua visita à Cuba viesse a produzir os mesmos resultados de sua viagem à Polônia que inspirou oponentes do comunismo, contribuindo para seu eventual fim, assim como em outras nações do leste europeu e na União Soviética. Mas Robaina disse que Cuba não planeja lançar um contra-ataque ideológico na ilha depois da visita do papa. ‘‘Estávamos preparados antes, durante e estamos depois da visita do papa’’.

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