São Paulo - Após 12 exaustivas horas, a reunião emergencial da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) sobre o Zimbábue terminou na madrugada de ontem sem críticas ao ditador Robert Mugabe, mas com um apelo pela rápida verificação e divulgação do resultado da eleição presidencial do último dia 29. A demora alimenta temores de fraudes.
  A SADC também pressionou pelo acesso de partidos de oposição e observadores independentes ao local de contagem dos votos. Para o jornal ‘‘New York Times’’, houve admissão implícita de que Mugabe, ausente no encontro, apoiou ataques violentos contra oposicionistas: a SADC pediu ao Zimbábue que um segundo turno, se necessário, seja organizado em ‘‘ambiente seguro’’. Ficou de fora, porém, o reconhecimento explícito de que o país vive uma crise com o impasse político atual.

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