Comunidade árabe de Foz se mobiliza pela paz
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sábado, 18 de novembro de 2000
Emerson Dias De Foz do Iguaçu 
A comunidade árabe de Foz do Iguaçu vem realizando uma vigília pelo fim do confronto entre palestinos e israelenses. Durante as orações realizadas ontem o sheik Taleb Jomaa pediu para que a paz reine na região de conflito e que tudo volte à normalidade.
Desde que foi criado o Comitê de Solidariedade ao Povo Árabe-Palestino, entidade fundada há um mês e que representa cerca de 10 mil imigrantes do Oriente Médio que vivem na fronteira entre Brasil e Paraguai, os árabes da região vêm tentando sensibilizar tanto a comunidade quanto as autoridades brasileiras sobre os problemas enfrentados por muçulmanos e judeus no outro lado do mundo. Além de fazer orações e vigílias diariamente na Mesquita e manifestações públicas na cidade, o grupo envia cartas a deputados federais, senadores, consulados e até mesmo ao presidente Fernando Henrique Cardoso.
Formado por empresários, autoridades políticas e líderes religiosos, o comitê também tem procurado contestar reportagens veiculadas por alguns jornais e emissoras de rádio e televisão. Para o comerciante Armando Ghazaoui, a maior preocupação da comunidade no Brasil é que pessoas façam provocações, esperando que uma onda de violência se espalhe pelo País. Já o empresário Reda Sueid, destacou que os maiores inimigos dos judeus e palestinos são as grandes potências, principalmente os Estados Unidos, que não demonstram qualquer interesse em definir uma solução para o caso. O Brasil também tem responsabilidade, já que foi o voto de minerva para a criação do Estado de Israel em 1947, durante o congresso ONU, comentou.
Jomaa, líder religioso que veio do Líbano há cerca de seis meses, lembrou ontem da criação do homem e citou durante as orações que todos são filhos do mesmo pai. Em entrevista a Folha, o sheik lembrou ainda que a harmonia entre as etnias existente na fronteira deve servir como exemplo para o Brasil e o mundo. Nossas manifestações são pacíficas e têm o apoio de padres, pastores, políticos e integrantes do Movimento pelos Direitos Humanos. Queremos paz, apenas isso.


