São Paulo - O Comitê de Finanças do Senado americano, liderado pelo senador democrata Max Baucus, de Montana, divulgou ontem sua proposta para a reforma de saúde nos Estados Unidos. O plano do comitê prevê a extensão da cobertura para 30 milhões de americanos, tem um custo de US$ 856 bilhões em dez anos (o menor em debate até agora) e inclui muitas das exigências que o presidente Barack Obama detalhou em seu discurso no Congresso.
  A proposta do senador Baucus, afirma o jornal americano ‘‘The New York Times’’, é resultado de mais de um ano de preparação e três meses de debate intenso entre democratas e republicanos. ‘‘O custo da quebra do sistema sanitário dos EUA exigiu demais das famílias, negócios e da economia durante muito tempo’’, diz Baucus, na introdução do projeto de lei que deve ser votado pelo comitê na próxima semana. O comitê -formado por três democratas e três republicanos- será o último dos cinco comitês do Senado a apresentar um projeto de lei para a reforma antes da votação nas câmaras.
  Uma das principais vantagens, afirma o jornal, é seu baixo custo relativo. Algumas propostas em discussão chegam a prever custos de US$ 1 trilhão em dez anos, valor considerado excessivo pela opinião pública diante de uma economia enfraquecida pela crise.
  O plano de Baucus estenderia ainda os benefícios da cobertura governamental para 30 milhões de americanos que não são contemplados pelos atuais programas federais -Medicaid, para os pobres, e Medicare, para idosos e pessoas com deficiência.
  Assim como defende Obama, o plano de Baucus inclui ainda o subsídio federal para as famílias e indivíduos que não tem renda suficiente para comprar um plano privado. A proposta de Baucus inclui ainda um limite de 13% do valor da renda para o custo com o plano de saúde par as famílias de classe média, que não se classificam para os subsídios do governo.

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