As projeções de resultados divulgadas na noite das eleições presidenciais norte-americanas que levaram os veículos de comunicação a declarar prematuramente a Flórida como um estado vencido pelo candidato democrata Al Gore são objeto de uma investigação no Congresso, que pretende determinar se tal divulgação desestimulou os eleitores a irem às urnas em algum lugar do país.
O deputado republicano Billy Tauzin, da Louisiana, presidente da subcomissão de telecomunicações da Câmara, enviou cartas aos diretores das redes de tevê e da Associated Press com uma série de questões sobre o anúncio das projeções sobre o pleito na Flórida.
De acordo com ele, também estão previstas audiências, mais provavelmente no próximo ano.
Tauzin disse que declarar a Flórida a favor do vice-presidente Gore ‘‘pode ter enviado uma mensagem aos norte-americanos de que essas eleições estavam sendo decididas de um modo incorreto. Quando eles estão sendo informados pelas redes de tevê que tudo já está acabado, aparentemente eles estão deixando de lado seus direitos civis’’.
Entre as 22h49 e 23h (ambas pelo horário brasileiro de verão) de terça-feira, a NBC, a CBS, a CNN, a Fox, a ABC e a Associated Press atribuíram a vitória na Flórida, juntamente com seus 25 votos eleitorais, a Al Gore.
As urnas ainda estavam abertas no oeste da Flórida, cujo fuso horário é diferente do resto do estado, assim como na maior parte dos estados situados na costa oeste do país.
Por volta da 0h55 de quarta-feira, pelo horário de Brasília, as redes de televisão e a AP passaram a desconsiderar as projeções com base na contagem real de votos na Flórida, que mostrava uma disputa acirradíssima entre Gore e o republicano George W. Bush.
Pouco depois, as emissoras de tevê passaram a atribuir a Flórida em favor de Bush e o declararam vencedor das eleições presidenciais, mas em seguida foram novamente obrigadas a recuar de tal posição. A AP não declarou um vencedor das eleições. Uma recontagem de votos está sendo realizada para determinar quem é o verdadeiro vencedor.

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