São Paulo - A comissão eleitoral sudanesa decidiu prorrogar por dois dias, até a quinta-feira, as eleições legislativas, regionais e presidenciais, processo que foi marcado por problemas técnicos. Inicialmente, o pleito deveria terminar hoje. O primeiro dia de votação foi problemático, com atrasos e locais de votação sem cédulas, ou com cédulas de circunscrições diferentes. A votação recomeçou ontem no Sudão, após um domingo marcado por ''erros técnicos'' que desagradaram a população, mas que não resultaram em atos de violência.
A situação era calma em Cartum, onde os eleitores aguardavam para votar nas eleições gerais -presidencial, legislativas e regionais. Estas são as primeiras eleições de caráter pluripartidário nos últimos 24 anos no maior país da África.
O presidente Omar al Bashir, que está no poder desde 1989, após um golpe de Estado, deve permanecer no cargo, já que os dois adversários retiraram as candidaturas. Em um comunicado, as autoridades eleitorais informaram que a prorrogação visa dar mais tempo para os eleitores votarem, ''devido ao tempo que foi perdido por culpa dos erros''.
Ao anunciar a decisão, o porta-voz da comissão, Abubakel al Wazir, disse que as autoridades estão empenhadas para que a participação eleitoral seja alta, e destacou que a decisão foi tomada após uma reunião extraordinária da Comissão Eleitoral. O anúncio foi feito pouco depois que a aliança opositora havia pedido a suspensão imediata do processo eleitoral, mas o porta-voz da comissão negou a prorrogação tenha sido uma resposta a uma petição.

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