Comércio da 25 de Março protesta contra Israel
PUBLICAÇÃO
sábado, 05 de agosto de 2006
Rodrigo Rainho<br>Folhapress 
Integrantes do Comitê de Solidariedade aos Povos Árabes e comerciantes protestaram ontem na rua 25 de Março (centro de São Paulo) contra o que chamavam de ''genocídio'' contra o Líbano.
Ao menos 15 lojas cerraram as portas, outras pela metade. Alguns comerciantes da rua Barão de Duprat e arredores também entraram na manifestação.
A bandeira de Israel foi queimada no chão da rua da Cantareira e cartazes idolatravam ao grupo terrorista libanês Hizbollah. O presidente dos Estados Unidos, George Bush, era constantemente hostilizado. O carro de som anunciava: ''Israel assassino do povo libanês e do povo palestino''. O coro era repetido por mais de 100 pessoas.
Camisetas exibiam fotografias das vítimas da guerra, com inscrições ''made by Israel'', ''barbaridade'', ''Israel genocida'' e ''Bush assassino''. ''Queremos que Israel saia das terras libanesas'', diz Fabio Bosco, 34, integrante do Comitê. ''O embaixador do Brasil em Israel deve voltar e os acordos comerciais com Israel devem ser suspensos''.
O xeque Taleb Khazraji, 52, da Mesquita do Brás, condenou a ofensiva de Israel a Palestina e Líbano. ''Somos contra Bush, um assassino''.
O libanês Armando Mohamed, 40, da Center Eletrônicos, protestava preocupado familiares. ''O amor pela minha terra me motiva. Meu comércio não vale nada, o importante é a vida deles. Sinto medo, não durmo direito''.
Outra manifestação está marcada para este domingo, na praça Oswaldo Cruz, às 10h.


