GENEBRA - A Comissão de Direitos Humanos da ONU, que abrirá amanhã em Genebra sua quinquagésima-terceira sessão anual, é às vezes denegrida por seus críticos, mas continua sendo um foro sem equivalente, onde nenhum Governo quer ser posto em pauta.
Durante seis semanas, serão debatidos temas tão diversos como a situação no Tibete, a objeção de consciência, as crianças vítimas da guerra e o direito ao desenvolvimento.
A China continua sendo o principal centro de discussão da sessão, que se prolongará até o dia 18 de abril. Pequim afirma que dispõe de uma maioria para adiar, pela sétima vez consecutiva, um projeto de resolução contra ela.
Destinado a converter-se em um caso semelhante ao de Cuba ou Palestina, o exemplo da China mostra as carências da Comissão, denunciadas pelos militantes dos direitos humanos.
‘‘A Comissão sofre uma série de enfermidades. Precisa encontrar um segundo alento’’, declarou Nicholas Howen, diretor do programa de Anistia Internacional para as relações com as organizações internacionais.
As organizações de defesa dos direitos humanos destacam que devido à sua importância estratégica, alguns países como a Arábia Saudita, estão livres de qualquer exame público. ‘‘São os intocáveis’’, adiantam.
Nem Anistia Internacional, nem as outras ONG (organizações não governamentais) têm a intenção de sabotar a Comissão, a única que existe em seu gênero.

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