Os 115 cardeais que elegerão o 265º Papa da história da Igreja Católica começaram a chegar ontem à tarde à Casa Santa Marta, onde ficarão recolhidos até o início do Conclave. Os trabalhos começam hoje, porém pode ser que ainda não ocorra nenhuma votação. A decisão será tomada pelos religiosos do Colégio de Cardinalícios com menos de 80 anos apenas os cardeais desta faixa etária têm direito a voto, os outros, no entanto, também podem ser votados.
Cardeais de 52 países que representam os cinco continentes seriam alojados, ontem à tarde, na residência do Vaticano, uma das novidades introduzidas às regras do conclave por João Paulo II. O objetivo é dar conforto aos cardeais, que em outras reuniões ficavam apenas na capela Sistina, local das deliberações e das votações.
Os cardeais só sairão do Vaticano quando tiverem escolhido o novo papa, e isto não tem prazo para ocorrer. Duas sessões diárias seguidas de votações e das tradicionais fumaças (preta, quando a votação não eleger um sucessor, e branca quando alguém for escolhido) marcarão o ritmo dessa reunião.
O conclave, cujo ritual está detalhado na Constituição Apostólica, começará às 10 horas locais (5 horas em Brasília) com uma missa intitulada ''Pela eleição do pontífice romano'', na basílica de São Pedro. Às 16h30 (11h30 de Brasília) os cardeais, então, seguirão para a Capela Sistina, entoando o hino Veni Creator, no qual os religiosos pedem que o Espírito Santo os ilumine.
Após isso, um a um, os cardeais pronunciarão um juramento com a mão sobre o evangelho, prometendo guardar segredo absoluto sobre a eleição. A partir desse momento, a única comunicação entre o lado de fora e o lado de dentro ocorrerá duas vezes ao dia, às 12 e 19 horas locais, pela chaminé por onde sairá a fumaça da queima dos votos.
A fumaça será negra quando as votações não tiveram um resultado definido e branca quando os cardeais tiverem escolhido um novo papa. Segundo o Vaticano, o nome do escolhido será conhecido 45 minutos depois da fumaça branca aparecer.

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