Começa o Fórum do Futuro em Rabat
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domingo, 12 de dezembro de 2004
France Presse 
Rabat - O Fórum do Futuro, primeiro encontro organizado para promover o projeto americano de democratização do mundo árabe, começou ontem em Rabat.
Os ministros das Relações Exteriores e Economia de vinte países do Oriente Médio e África do Norte se reuniram, em companhia dos colegas do G-8, para discutir este projeto que busca promover reformas políticas, econômicas e sociais nos países do mundo árabe.
O Fórum do Futuro é o primeiro passo da iniciativa para um Grande Oriente Médio, lançada no início de 2004 pelo presidente americano George W. Bush.
O G-8 é formado pelos Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Alemanha, Itália, Japão, Canadá e Rússia.
O chanceler marroquino, Mohamed Benaísa, que co-preside a reunião na companhia do secretário de Estado americano Colin Powell, abriu a sessão fazendo um apelo a uma colaboração verdadeira e pragmática entre os países participantes.
A persistência dos conflitos na região é prejudicial ao seu desenvolvimento, destacou Benaísa, avaliando que uma solução do conflito palestino facilitaria a busca da estabilidade e da paz.
Colin Powell, por sua vez, expressou sua satisfação pela realização desta primeira conferência ministerial, agradecendo ao Marrocos por ter aceitado organizá-la, destacando os esforços já realizados pelos países árabes na liberalização econômica e democratização.
Não é o momento de brigar pelo ritmo das reformas democráticas ou sobre a questão se as reformas econômicas devem preceder as políticas, declarou Powell.
Todos estamos de acordo em dizer que as reformas efetivas e duradouras só podem vir de dentro dos países envolvidos, acrescentou.
Tomando a palavra durante a sessão de abertura, o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Mussa, convocou os participantes do fórum a retirar as acusações feitas ao Islã como religião e cultura. Sim, podemos ser sócios, mas isso só pode acontecer se estivermos em pé de igualdade e com objetivos claros, afirmou.
De que maneira esta associação poderia ser um sucesso se uma das partes é acusada de terrorismo?, questionou Mussa, destacando a importância da sinceridade como um dos direitos humanos.


