Rabat - O Fórum do Futuro, primeiro encontro organizado para promover o projeto americano de democratização do mundo árabe, começou ontem em Rabat.
  Os ministros das Relações Exteriores e Economia de vinte países do Oriente Médio e África do Norte se reuniram, em companhia dos colegas do G-8, para discutir este projeto que busca promover reformas políticas, econômicas e sociais nos países do mundo árabe.
  O Fórum do Futuro é o primeiro passo da iniciativa para um Grande Oriente Médio, lançada no início de 2004 pelo presidente americano George W. Bush.
  O G-8 é formado pelos Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Alemanha, Itália, Japão, Canadá e Rússia.
  O chanceler marroquino, Mohamed Benaísa, que co-preside a reunião na companhia do secretário de Estado americano Colin Powell, abriu a sessão fazendo um apelo a uma colaboração ‘‘verdadeira e pragmática’’ entre os países participantes.
  A persistência dos conflitos na região ‘‘é prejudicial ao seu desenvolvimento’’, destacou Benaísa, avaliando que uma solução do conflito palestino facilitaria ‘‘a busca da estabilidade e da paz’’.
  Colin Powell, por sua vez, expressou sua satisfação pela realização desta primeira conferência ministerial, agradecendo ao Marrocos por ter aceitado organizá-la, destacando ‘‘os esforços já realizados pelos países árabes’’ na liberalização econômica e democratização.
  ‘‘Não é o momento de brigar pelo ritmo das reformas democráticas ou sobre a questão se as reformas econômicas devem preceder as políticas’’, declarou Powell.
  ‘‘Todos estamos de acordo em dizer que as reformas efetivas e duradouras só podem vir de dentro dos países envolvidos’’, acrescentou.
  Tomando a palavra durante a sessão de abertura, o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Mussa, convocou os participantes do fórum a ‘‘retirar as acusações feitas ao Islã como religião e cultura’’. ‘‘Sim, podemos ser sócios, mas isso só pode acontecer se estivermos em pé de igualdade e com objetivos claros’’, afirmou.
   ‘‘De que maneira esta associação poderia ser um sucesso se uma das partes é acusada de terrorismo?’’, questionou Mussa, destacando a importância da ‘‘sinceridade’’ como um dos ‘‘direitos humanos’’.

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