Montreal (Canadá) - Representantes de mais de 180 países se reuniram ontem, em Montreal, para discutir durante duas semanas a forma de limitar o aquecimento do planeta, depois que vencer o Protocolo de Kyoto, em 2012.
Até 9 de dezembro, 10 mil delegados de 189 países tentarão entrar em um acordo para decidir se poderão renovar ou reforçar os compromissos de redução das emissões de gases de efeito estufa depois de 2012.
Canadenses e europeus se confrontarão com os americanos, que rejeitaram o protocolo de Kyoto, em 2001, e já anteciparam que se negam a entrar em qualquer discussão sobre o futuro das negociações sobre mudanças climáticas.
Os Estados Unidos consideram altas demais as reduções dos gases causadores de efeito estufa impostas aos países industrializados até 2012.
Os delegados terão que tratar também do delicado tema do envolvimento de países emergentes, como Índia ou China, na luta futura contra as mudanças climáticas.
Estes países, cujas emissões poluentes aumentam fortemente, não têm por enquanto qualquer obrigação de redução e não querem receber imposições para proteger seu desenvolvimento.
O presidente da Academia Britânica da Ciência, Lorde May, disse ontem que os efeitos do aquecimento do planeta poderiam ser comparados com os ''das armas de destruição em massa''.

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