da France Presse
DENVER - O processo de Timothy McVeigh, um dos supostos autores do atentado terrorista de Oklahoma City, o pior ocorrido nos Estados Unidos, foi aberto ontem em Denver (Colorado), quase dois anos após o fato, gerando grande expectativa nos meios de comunicação e indiferença do público.
Alguns jornalistas chegaram às 5 da manhã para o credenciamento, além dos mil e 700 que já estavam credenciados, o que contrastou com a fraca presença de populares, só 20 pessoas.
O processo, que pode durar seis meses, se iniciou com a convocação de 400 pessoas previamente selecionadas para formar um corpo de júri de 12 membros e seis substitutos.
Presente nesta primeira audiência, Timothu McVeigh estava vestido com uma camisa azul-marinho e uma calça cáqui. Pode ser condenado à pena capital.
McVeigh é acusado de fabricar, transportar e ativar a bomba de mais de duas toneladas que explodiu em 19 de abril de 1995 num prédio do governo federal em Oklahoma City, coração da América, matando 168 pessoas, entre elas 39 menores, e ferindo mais de 600.
O cúmplice de McVeigh, Terry Nichols, de 42 anos, será julgado separadamente.
O acusado, que se declara inocente, foi trasladado sábado à tarde para uma cela especialmente adaptada no porão do tribunal, com cozinha, local de trabalho, equipamento esportivo e vídeo, tratamento parecido ao recebido pelo ditador panamenho Manuel Noriega durante seu processo de Miami.
Numa ação sem precedentes da justiça federal americana, o proceso de Denver será retransmitido por circuíto fechado de TV até Oklahoma City, a mil quilômetros do julgamento, onde estãos muitas vítimas do atentado numa sala reservada, vigiada por um juiz aposentado. As câmaras que são proibidas no tribunal federal, receberam permissão para gravar este caso, por uma decisaõ do Congresso, deois que o juiz Richard Matsch decidiu transferir o caso para a corte de Denver a fim de garantir a imparcialidade necessária.

mockup