Copiapo - Os 33 mineiros presos há 24 dias em uma mina no Norte do Chile mudaram seu acampamento para um ponto menos úmido, revelou ontem o ministro da Mineração, Laurence Golborne. ''Estão mudando seu acampamento do nível 105 para o nível 75, que fica em uma parte mais seca'', situada mais abaixo do atual ponto, disse Golborne à imprensa. A distância do primeiro para o novo acampamento é de cerca de 300 metros, explicou o ministro.
Os mineiros haviam montado o acampamento em um local bastante amplo, onde há diversas seções, improvisando um refeitório, um local de lazer, um dormitório e uma dispensa, mas o ponto era extremamente úmido e quente. A alta umidade associada ao calor produziu fungos e feridas nos corpos de alguns mineiros, que já estão sendo tratados com medicamentos enviados da superfície, revelaram as autoridades.
O ministro Golborne confirmou ainda que nesta segunda-feira terá início a perfuração para resgatar os mineiros, e que o fim da operação está previsto para entre três e quatro meses. Segundo ele, o início dos trabalhos sofreu um pequeno atraso devido à demora de um avião que traz peças para a enorme perfuradora.
Com a perfuradora Strata 950, os técnicos farão um túnel vertical de cerca de 66 cm de diâmetro para retirar os mineiros, um a um. A mina de San José está situada na zona de Copiapó, 800 km ao norte de Santiago.
De acordo com a BBC, cinco mineiros já apresentam sinais de depressão e devem ser tratados por psicólogos que usarão um interfone para se comunicar. Eles receberão ajuda de médicos da Agência Espacial Norte Americana (Nasa) espacializados em lidar com astronautas que ficam muito tempo confinados, e estão sendo orientados a usar a iluminação enviada, conforme o dia e a noite. Além disso, os parentes também estão enviando mensagens frequentemente para ajudar a animar os trabalhadores soterrados. (Com Agência Brasil)

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