Nova DélhiA Caxemira realizará hoje a primeira das quatro fases das eleições legislativas consideradas fundamentais pelo Governo da Índia, que quer pôr fim à revolta separatista que, desde 1989, deixou mais de 35.000 mortos.
A campanha eleitoral, que acabou sábado nos 23 distritos onde haverá votação, foi marcada pela violência dos guerrilheiros islâmicos que lutam pela separação da região da Caxemira sob controle da Índia.
Desde o dia 22 de agosto, quando o Governo anunciou as eleições, mais de 20 políticos e dois candidatos foram assassinados pelos guerrilheiros que apóiam a anexação de Jammu e Caxemira ao Paquistão, país que controla uma parte do território caxemiriano.
Os rebeldes pedem o boicote às eleições e ameaçam matar aos candidatos, o que fez com que Executivo reforçasse as medidas de segurança.
O Governo federal do primeiro-ministro, Atal Bihari Vajpayee, ressaltou que essas eleições serão limpas e livres, acrescentando que fará o que for possível para evitar as fraudes que aconteceram nas últimas eleições em Jammu e Caxemira.
Em 1996, as forças de segurança tiraram cidadãos de suas casas e os obrigaram a votar.
Um total de 150 candidatos concorre nas eleições nesta primeira fase, que será seguida por outras três etapas nos dias 24 de setembro, 1 e 8 de outubro.
Disputam p poder o partido regional caxemiriano Conferência Nacional, atualmente no governo, e os principais partidos nacionais, o Partido do Povo da Índia e o oposicionista Partido do Congresso, liderado por Sonia Gandhi.

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