Começa hoje edição latina do Fórum Social Mundial
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terça-feira, 24 de janeiro de 2006
Folhapress 
São Paulo - O Fórum Social Mundial começa a partir de hoje a etapa mais importante e visível de sua 6 edição, que sai da capital brasileira Porto Alegre e se espalha pelo mundo: a parte latina do evento, que vai até domingo, em Caracas, na Venezuela.
Ontem, terminou a edição africana, realizada em Bamako (Mali) sendo que mais uma está prevista para março, em Carachi, no Paquistão.
Apesar do momento político singular do continente americano, repleto de lideranças de esquerda no topo do poder dos principais países latino-americanos, a organização do evento somente confirmou a presença do presidente venezuelano Hugo Chávez. Seu colega brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva cancelou sua presença no encontro.
O governo Lula, no entanto, estará ''representado'' por uma comitê do PT, que pretende distribuir 22 mil folderes com uma defesa da gestão federal e da legenda frente à crise política de 2005.
Desde sua criação em 2001, por iniciativa de ONGs brasileiras e estrangeiras, o FSM tornou-se uma espécie de ''palco'' para a discussão de alternativas ao modelo econômico que foi implantado ao longo dos anos 90 na América Latina.
Apesar das críticas de que o FSM até hoje não produziu uma agenda consistente de alternativas econômicas ao modelo econômico vigente, por exemplo, no continente americano, a capacidade de ''atração'' do evento se tornou inegável: se a primeira edição (2001) reuniu pouco mais de 15 mil cadastradas, a última (2005) teve 155 mil cadastrados, distribuídos por 6.782 organizações de 151 países.
O Brasil vai ser representado por movimentos sociais, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e União Nacional dos Estudantes (UNE). Somente a UNE estima que 700 universitários brasileiros devam participar do FSM.


