Pamplona, Espanha - Com sua tradicional queima de fogos, começou ontem em Pamplona (Navarra, norte da Espanha) o tradicional festival de São Firmino, cenário de confrontos entre os amantes das corridas de touros e os defensores dos animais.
Em um ambiente festivo, um vereador socialista deu início à festa com palavras: ''Pamplonesas, pamploneses, viva São Firmino!''.
Assim tiveram início os nove dias de festejos regados a bebida, que contam ainda com as tradicionais corridas de touros, bailes, fogos de artifício e espetáculos musicais, que atrairão mais de 1,5 milhão de turistas de todo o país e devem gerar um volume de negócios superior aos 45 milhões de euros.
Para os fãs das corridas, essa é a época de acompanhar o desempenho dos touros. Para os turistas que buscam sensações fortes, o momento mais esperado do festival de São Firmino acontecerá todos os dias às 8 horas locais (3h de Brasília) a partir de hoje.
Nesse momento os touros são soltos através de um percurso de 825 metros entre o local em que estão presos e a arena. No período de quatro a cinco minutos, os mais corajosos tentam correr o mais próximo possível dos animais, sob o risco de sérios acidentes. Desde 1911, 14 pessoas morreram em incidentes durante a corrida.
Este ano, a organização de defesa dos direitos dos animais Peta ('People for the Ethical Treatment of Animals') aproveitou a visibilidade internacional do evento para organizar a sua própria corrida. Na segunda-feira, os ativistas, que fizeram um acordo com as autoridades para não tirar a roupa, participaram de uma passeata em Pamplona.
O festival de São Firmino é tão cruel quanto outras festas similares na Espanha, onde sobrevivem ''tradições'' que a cada ano provocam a tortura de touros, cavalos e animais de granja. Porém, é um dos mais célebres.

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