Nova Délhi - Um sikh, um hindu e a rainha dos dalits (também chamados de 'intocáveis') disputam as eleições na Índia. Ao todo, o país conta com 714 milhões de eleitores e a expectativa é que 400 milhões compareçam às urnas a partir de hoje, quando começam as rodadas de votações que só terminam em 13 de maio, e que vão decidir os deputados que ocuparão as cadeiras do Parlamento e também o primeiro-ministro.
A votação acontece em 35 estados e territórios, divididos em 543 distritos. Cada um elege um deputado ao Parlamento, mas 131 vagas são para as castas baixas e tribos.
Os principais candidatos são o atual primeiro-ministro indiano, o sikh Manmohan Singh, que pretende renovar seu mandato como chefe de Governo, a chamada ''rainha dos Dalits'', a ''intocável'' Mayawati Kumari, que sonha em se tornar primeira-ministra para reverter a situação de injustiças vividas pelo grupo que representa, e o nacionalista hindu Lal Krishna Advani, que foi vice-ministro e ministro do Interior entre 1998 e 2004.
Para vencer, é preciso conquistar 272 cadeiras na Câmara Baixa (Lok Sabha) para não precisar fazer alianças. O atual governo conseguiu, em 2004, apenas 153 deputados e, por isso, foi obrigado a coligar-se com 11 partidos. Para as eleições que começam hoje (16), serão 828.804 locais de votação, com 1.368.430 máquinas de votação eletrônica.

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