Começa campanha para segundo turno no Peru
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quarta-feira, 11 de abril de 2001
ANSA De Lima 
Enquanto Alan García começa com toda a intensidade sua campanha para o segundo turno das eleições presidenciais marcadas para 20 de maio buscando espantar o fantasma dos fracassos de seu primeiro governo (1985-1990), Alejandro Toledo mantém a estratégia do silêncio por ele adotada a partir de segunda-feira.
García, chefe do social-democrata Partido Aprista, antiga Aliança Popular Revolucionária Americana (APRA), apressou-se em contestar o que chamou de uma campanha de terrorismo financeiro arquitetada contra ele e descartou a possibilidade de vir a adotar medidas econômicas populistas em um eventual segundo governo.
A Bolsa de Valores e o mercado de câmbio do Peru, além de um setor de analistas estrangeiros e parte da imprensa americana se mostraram assustados quando García ultrapassou sua rival Lourdes Flores, da aliança direitista União Nacional e até pouco antes das eleições segunda colocada nas pesquisas e passou ao segundo turno ao lado de Toledo.
O Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) informou ontem que, com 96,37% das urnas contads, Toledo obteve 36,51% dos votos, García 25,85% e Flores, 24,16%.
O efeito García provocou na segunda-feira a maior queda na Bolsa de Valores de Lima (2,52%) e a maior desvalorização no ano da moeda nacional, o novo sol (0,42%), além de levar a um aumento de juros e à queda dos bônus Brady peruanos.


