Enquanto Alan García começa com toda a intensidade sua campanha para o segundo turno das eleições presidenciais – marcadas para 20 de maio – buscando espantar o ‘‘fantasma’’ dos fracassos de seu primeiro governo (1985-1990), Alejandro Toledo mantém a ‘‘estratégia do silêncio’’ por ele adotada a partir de segunda-feira.
García, chefe do social-democrata Partido Aprista, antiga Aliança Popular Revolucionária Americana (APRA), apressou-se em contestar o que chamou de uma ‘‘campanha de terrorismo financeiro’’ arquitetada contra ele e descartou a possibilidade de vir a adotar medidas econômicas populistas em um eventual segundo governo.
A Bolsa de Valores e o mercado de câmbio do Peru, além de um setor de analistas estrangeiros e parte da imprensa americana se mostraram assustados quando García ultrapassou sua rival Lourdes Flores, da aliança direitista União Nacional – e até pouco antes das eleições segunda colocada nas pesquisas – e passou ao segundo turno ao lado de Toledo.
O Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) informou ontem que, com 96,37% das urnas contads, Toledo obteve 36,51% dos votos, García 25,85% e Flores, 24,16%.
O ‘‘efeito García’’ provocou na segunda-feira a maior queda na Bolsa de Valores de Lima (2,52%) e a maior desvalorização no ano da moeda nacional, o novo sol (0,42%), além de levar a um aumento de juros e à queda dos bônus Brady peruanos.

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