A 37ª Cúpula da Organização da Unidade Africana (OUA) que será dedicada à formação da União Africana, começou ontem em Lusaka. Antes da cerimônia oficial, os chefes de Estados presentes tiveram um primeiro encontro a portas fechadas. Kofi Annan, secretário-geral da ONU, e Yasser Arafat, presidente da Autoridade palestina, assistiram à cerimônia de abertura. Os palestinos têm estatuto de observadores na OUA.
A reunião foi inaugurada pelo atual presidente da OUA, Gnassingbe Eyadema, chefe do Estado de Togo.
Arafat comparou ontem os ‘‘sofrimentos’’ passados dos africanos aos que enfrentam atualmente os palestinos.
‘‘Vocês sofreram segregação, exploração e apartheid’’, disse Arafat. ‘‘São os mesmos sofrimentos de que padecem os palestinos por causa de Israel’’, acrescentou, acusando os israelenses de ‘‘negar o direito dos palestinos de uma vida digna’’.
‘‘Israel quer tudo ao mesmo tempo, a terra, a segurança e a paz’’, afirmou, depois de indicar que ‘‘a paz é o último objetivo palestino’’.
O líder palestino agradeceu aos dirigentes africano seu apoio à luta por um Estado palestino ‘‘com a cidade santa de Jerusalém como capital’’.
Por sua parte, o presidente de Zâmbia, Frederick Chiluba, que será o novo presidente da OUA, disse que esta etapa é tão importante quanto a iniciada com a fundação da OUA, em 1963.
Ao fim da cerimônia oficial, os participantes da cúpula elegeram o ex-ministro de Relações Exteriores da Costa do Marfim, Amara Essy, novo secretário-geral da OUA.
Os dirigentes africanos discutirão também os principais conflitos que abalam o continente, principalmente na República Democrática do Congo (RDC), Burundi e Angola, e devem estudar um programa global para o desenvolvimento do continente.

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