Guadalajara, México - O corpo de Ignacio ''Nacho'' Coronel, um chefão do cartel de Sinaloa que morreu numa operação do exército, foi levado ontem ao serviço de medicina legal em Guadalajara, no México, sob fortes medidas de segurança. A ambulância com o cadáver foi escoltada por pelo menos três caminhões repletos de soldados, enquanto em terra militares encapuzados controlavam o trânsito.
Os veículos avançaram rapidamente da zona residencial até a sede do serviço de medicina legal, também fortemente vigiado. ''Nacho'' Coronel, que segundo o governo mexicano chefiava o cartel de Sinaloa junto com Joaquimn ''El Chapo'' Guzmán, fugitivo, e Israel ''El Mayo'' Zambada, que foi morto na quinta-feira durante operação militar. Ele se escondia numa casa na zona residencial de Guadalajara.
O chefão do tráfico, 56 anos, também conhecido como ''El Ingeniero'', controlava o tráfico de cocaína na chamada ''rota do Pacífico'', e dirigia as operações do grupo em uma ampla área no oeste do México. A morte de Coronel representa o maior golpe contra o poderoso cartel de Sinaloa desde o início do governo do presidente Felipe Calderón.
No México a violência atribuída ao narcotráfico provocou 7 mil mortes este ano e 25 mil desde que o presidente Felipe Calderón assumiu em dezembro de 2006.

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