David Van Der Veen/AFPTensãoPolicial cambojano fiscaliza aglomeração de moradores num subúrbio da capital do país, Phnom PenhForças leais ao deposto primeiro primeiro-ministro do Camboja, príncipe Norodom Ranariddh, fracassaram em sua tentativa de reconquistar a antiga base de Samrong, no norte do país, considerada ponto estratégico.
Os intensos combates de domingo provocaram a fuga de milhares de cambojanos para a fronteira com a Tailândia. Cerca de 20 mil camponeses abrigaram-se numa cidade fronteiriça.
Para as forças de Ranariddh, que já estão sem alimentos e munição, a cidade de Samrong, a 40 quilômetros ao sul da fronteira com a Tailândia, é um ponto estratégico que elas não podem perder, pois é a única forma de continuar com a resistência às tropas do líder golpista, o segundo primeiro-ministro Hun Sen, que agora controlam quase todo o país.
O primeiro-ministro de Cingapura, Goh Chok Tong, recebeu ontem o príncipe Ranariddh, que está visitando países do sudeste asiático para conseguir o isolamento do atual governo do Camboja.
Ranariddh pediu aos governos indonésio e francês, por meio de uma carta enviada ao presidente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, Peter Oswald, para convocar uma ‘‘sessão resumida’’ da Conferência de Paz de Paris para discutir uma solução para a crise política em seu país.
A Conferência de Paz de Paris, de 1991, mediou um acordo de paz para o Camboja, que culminou com as eleições de 1993. O inconclusivo resultado da eleições levou à formação de um governo de coalizão entre as duas facções rivais: o partido monárquico Funcinpec, de Ranariddh, e o Partido Popular Cambojano, de Hun Sen.

mockup