Combates no Iraque já deixaram 1 milhão de desalojados, diz ONU
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sexta-feira, 20 de junho de 2014
Folhapress 
São Paulo - A crise humanitária causada pelos conflitos no Iraque entre governo e jihadistas já deixou 1 milhão de desalojados, informou a Organização das Nações Unidas (ONU) em relatório divulgado nesta sexta-feira (20). De acordo com a coordenadora humanitária da organização no país, Jacqueline Badcock, cerca de 500 mil pessoas saíram de suas casas após os combatentes do Estado Islâmico no Iraque e no Levante (EIIL) tomarem o controle da cidade de Mossul, a segunda maior do país, no último dia 10. Desde a operação, os radicais sunitas lançaram ataques a outros locais-chave, como a refinaria de Baiji - a maior do Iraque - e ameaçam assédio a locais sagrados xiitas, ramo do islamismo seguido pela maioria dos iraquianos.
Nesta sexta, foram registrados mais confrontos nos arredores da refinaria de Baiji, cercada por rebeldes desde o início da semana. O EIIL afirma ainda ter tomado a maior parte do aeroporto de Tal Afar. Pelo menos 47 corpos foram encontrados ontem em uma prisão de Tal Afar, que, segundo moradores, pertenciam a presos executados pelas forças de segurança há quatro dias. Segundo residentes e um detido foragido, os corpos pertenciam aos presos que se encontravam nessa prisão para terroristas e que foram executados pela polícia perante a intensificação dos combates contra a insurgência sunita, afirma a agência Efe. Já em Mossul, testemunhas disseram que jihadistas destruíram as estátuas de Othman al-Mousuli, um músico e compositor iraquiano do século 19, e de Abu Tammam, um poeta árabe medieval.
O túmulo de Ibn al-Athir, um filósofo árabe que viajava com o Exército do sultão guerreiro Saladino no século 12, foi profanado depois que o EIIL tomou a cidade. Testemunhas disseram que a cúpula do santuário ficou destroçada e um parque ao redor foi também destruído.


